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ARQUITECTURA, VIDA E COSTUMES DOS ROMANOS
No século IV da nossa Era São Ambrósio afirmou: “Quando se está em Roma, há que viver como os romanos”. Esta máxima foi aplicada a todos os territórios do Império durante a romanização, nos cantos mais remotos dos territórios anexos por Roma e adaptou-se às peculiaridades culturais e geográficas das áreas, impondo o modo de vida romana, bem como o urbanismo.
As primeiras cidades cresceram inicialmente sem a existência de uma planificação prévia, sendo Roma um excelente exemplo disso, mas as novas cidades criadas obedeceram, posteriormente, ao conceito grego de urbanismo. Desde o século I a.C., cada nova colónia foi desenhada com base num sistema de quadrícula semelhante ao traçado de um acampamento, enquanto as cidades existentes preservaram os traçados originais nos centros e adaptaram a quadrícula nas ampliações levadas a cabo.
As cidades, com o decorrer do tempo foram dotadas de belos edifícios públicos, por benfeitores privados e imperiais. Grande parte da arquitectura esteve influenciada pelas técnicas e pelos estilos da construção grega, especialmente quanto aos traçados de teatros e basílicas. Contudo, no século III a.C. ocorreu uma revolução na Arquitectura: a utilização do betão juntamente com o arco permitiu a construção de novos tipos de edifícios.
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Entre os edifícios públicos das cidades podemos destacar: as termas, anfiteatros, teatros, um circo, um fórum e templos, para além das estruturas necessárias para o desenvolvimento da vida em comunidade, tais como os aquedutos, esgotos e latrinas.
O fórum era o centro cívico, onde se encontrava a administração, no qual o comércio se desenvolvia e os cidadãos se encontravam. Durante a República, a forma era normalmente irregular e aberta, mas, depois, começaram a ser rodeados por aposentos, passeios com colunatas e um monumento com naves denominado de basílica.
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As termas ou banhos públicos eram um dos edifícios verberadores da vida social no Império, onde os cidadãos se relacionavam. As quatro salas principais eram: o vestuário, a sala fria, a sala temperada e a sala quente. Não obstante, os estabelecimentos mais sofisticados disponham de banhos de imersão, frios, saunas, salas de exercício, pátios e passeios cobertos. No século I, o hypocaustum começou a ser utilizado. Tratava-se de um sistema de calor por debaixo do solo.
Os aquedutos surgiram com o crescimento das cidades, quando os poços que as abasteciam se tornaram insuficientes. Eram obras de infra-estrutura destinadas a trazer água das montanhas para as cidades. Muitos aquedutos consistiam em simples canais escavados na terra, ou condutos subterrâneos de madeira, terracota ou chumbo. Contudo, os mais impressionantes, ou seja, os que persistem na memória, são os aquedutos de águas livres com enormes arcos. Quando estas construções eram construídas em terrenos com grandes desníveis, os condutos eram meticulosamente controlados. A parte superior destes condutos estava hermeticamente fechada para evitar a evaporação e a poluição. Uma vez que o aqueduto chegava à cidade, a água era distribuída por condutos de chumbo, terracota e madeira às termas, fontes públicas e casas particulares de ricos, visto que eram muito poucos os lares que poderiam dar-se ao luxo de ter água canalizada.
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