AS LEGIÕES, ACAMPAMENTOS E FORTALEZAS
A existência de uma rede viária de estradas militares e civis permitiu que Roma iniciasse eficazmente a conquista tanto dos Estados vizinhos como dos mais afastados. Não obstante, a expansão, consolidação e manutenção do vasto Império dependeu, em grande medida, do exército. Este converteu-se numa força disciplinada, hábil, organizada e bem equipada, com técnicas de combate cada vez mais sofisticadas.
Nos primeiros dias da República, o exército era apenas uma guarda interior, sem que se sentisse a necessidade de ter um exército permanente. Os proprietários de terras também contribuíam para a defesa do Estado, visto que eram chamados a formar filas em caso de emergência e estavam obrigados a apresentar-se com armas ofensivas e defensivas.
Nos inícios de Roma, as guerras a grande escala não eram habituais, posteriormente com a anexação dos territórios vizinhos esta situação alterou-se, devido à evolução tanto da estrutura do exército como das tácticas militares. Os cidadãos mais ricos eram destinados à cavalaria, os de classe média à infantaria, ficando reservada a marinha aos mais pobres.
O imperador Mário foi o responsável pela primeira grande reforma do exército: as portas foram abertas aos cidadãos não proprietários, começando as filas a encherem-se de cidadãos mais desfavorecidos desejosos de fazer carreira. Neste momento, começam a ser equipados profissionalmente, sendo alistados por períodos de 16 a 20 anos, devendo lealdade tanto aos seus superiores como ao Estado. |
| Estas profundas reformas continuaram com Júlio César e Octávio Augusto, este último no final da Guerra Civil (31 a.C.) decidiu racionalizar o exército reduzindo-o a 28 legiões e criou uma frota permanente. À medida que o Império ia crescendo novas províncias eram anexas, as legiões eram constituídas, em menor medida, por cidadãos nascidos na Península Itálica e, assim, as novas províncias adquiriram um carácter cosmopolita. |
Uma legião era composta por 5.500 soldados profissionais hábeis, recrutados entre os cidadãos romanos. Serviam entre 25 ou 26 anos. A legião era dividida em dez cortes dirigidas por um prefeito de 480 homens, distribuído, por sua vez, em seis centúrias de 80 homens. Em cada centúria havia dez grupos (contubérnio) de oito homens, que partilhavam uma tenda enquanto caminhavam ou um par de aposentos nos quartéis. Sob as ordens de uma centúria estava o centurião, e o mais veterano era conhecido como primus pilus que mandava na I corte.
A ala da cavalaria estava sob as ordens de um prefeito composto por 16 pelotões de 30 a 40 homens e, por sua vez, às ordens de um decurião.
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